
Mulheres, assumam: cada uma de nós precisa de três maridos. Homens, aceitem essa verdade universal. Veja bem, não se trata de defender a poligamia como um meio de cair na putaria; é simplesmente uma redistribuição de papéis e funções. Afinal, o quanto exagerado e ineficaz pode ser esperar que uma única pessoa reúna todos os atributos de que você precisa? Quem é esse ser, o Super-Homem? Vamos tratar de cair na real, se existe um Superman, ele com certeza não é do nosso mundo (e o criador dos quadrinhos muito sabiamente soube deixar isso claro). E, que as mulheres são altamente exigentes, todo mundo sabe também. O que nós queremos é uma pergunta simples de responder: queremos um homem divertido e rico e trabalhador e inteligente e bonito e sexy e carinhoso e independente e dependente da gente. Como eu disse, é simples responder. Encontrar esse ente é que é mais complicado. Pior ainda é tentar ser um. No mais, os próprios homens reclamam das inseguranças e dos ciúmes femininos, da demanda constante e incessante por atenção, carinho e cuidados, e na quase necessidade de ser vidente para conseguir enxergar com clareza a cabeça de uma mulher. Vocês, homens, com certeza sentem falta da terça-feira do futebol com os amigos ou de dormir sozinho um dia ou de beber até cair sem se preocupar com o que a namorada/esposa vai dizer. Deixem as desculpas de lado e assumam isso também.
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Tudo se resolve de uma maneira muito fácil. Uma amiga minha, Catarina, tem uma teoria que muito contribuiu para a minha Teoria dos Três Maridos. Ela disse: "O homem ideal seria bonito, inteligente e bom de cama". E prosseguiu com uma conclusão brilhante: "...mas nenhum homem consegue ser as três coisas ao mesmo tempo. Então, vamos organizar uma lista de prioridades e buscar um homem que tenha ao menos duas das nossas características mais desejadas". Com a Teoria dos Três Maridos, eu acho que vou mais além. Não há por que se contentar com apenas duas coisas mal feitas se podemos ter as três, não é mesmo?
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1. O Homem-Pavão. Toda mulher precisa ter um cara bonito. Sexy. Elegante. O bom e velho homem-troféu pra ela dizer "é meu, olhem à vontade". Aquele homem que dá gosto de olhar. Aquele homem com quem a gente entra imponente nos lugares. Aquele homem pra ser cobiçado. Aquele homem que te pega de jeito. Que te faz chegar em casa suspirando pelos cantos e questionando a realidade. Aquele que te leva para as baladas mais loucas e divertidas. Afinal, o sentimento de pavão (vulgarmente conhecido como "vontade de se exibir") faz parte de nossa pobre natureza humana. E negá-la talvez seja negar algo que compõe nossa própria subjetividade, negar nossos desejos e instintos mais primitivos. O homem-pavão é necessários para saciar esse quê de primitivo que existe na gente. E, pode acreditar, isso ele faz bem.
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2. O Homem-Assistência. Mas o homem-pavão não é muito bom em dar a atenção constante de que a gente precisa. Não é ele quem olha pra você e diz, com os olhos brilhando, "como você é linda", não é ele que fala de planos de futuro, dos nomes dos filhos, não é ele quem leva você pra comer uma pizza no domingo à noite. Não é ele quem fala da família, dos pais, dos tios, dos primos, dos irmãos, não é ele aquele que dá risada quando você conta das suas gafes ou dos seus defeitos. Esses são papéis dos homens-assistência. O homem-assistência é aquele que te manda mensagens de texto o dia todo, que te liga pelo menos uma vez por dia para contar do dia dele e saber do seu, que anda com você de mãos dadas pela rua, que sorri até para os seus bocejos, que te dá presentes e prepara surpresas e pensa em todos os detalhes que podem te deixar feliz. A maioria das mulheres acha que ter um homem-assistência é o supra sumo da vida. Mas a verdade é que homens-assistência são chatos a longo prazo. Mais um motivo para investir na Teoria dos Três Maridos.
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3. O Homem-HardWorker. Mas nem só de romance e diversão viverá a mulher. Porque ela também quer um homem que desperte sua admiração por sua inteligência, por sua habilidade de argumentar e persuadir, por seu conhecimento sobre tudo o que desperta seu interesse. O homem-hardworker obviamente works hard. Trabalha duro e merece cada centavo que ganha, se destaca em qualquer lugar em que for colocado, discute filmes, livros e peças de teatro, tem segurança o suficiente para discordar de você. O homem-hardworker é aquele que te faz apertar os olhos em expressão de desafio, que te faz raciocinar cada frase e buscar nela todas as possibilidades de sentido. É o homem de senso de humor fino, de piadas inteligentes, de conversas profundas e intermináveis. É o homem que valoriza as suas ambições intelectuais, acadêmicas e profissionais, é o homem que te diz "go for it". É o homem que reconhece suas competências. E não se ofende se você diz "a conta é minha hoje".
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Eu sincera e honestamente acredito que, se cada mulher tivesse três maridos, o mundo seria menos cheio de conflitos. As cobranças sobre namorados e cônjuges seriam consideravelmente menores ou menos frequentes, pois estariam distribuídas ao longo da cadeia de valor afetiva. Existiriam menos mulheres frustradas e menos homens estressados. Obviamente existe a flexibilidade de cada tipo de homem eventualmente migrar de um estilo para o outro por um dia ou dois, mas, no fim das contas, eu não pediria que você fosse inteligente e perspicaz se o seu dom é ser assistencial, nem cobraria a assistência que um homem-pavão não pode me dar, assim como não pediria que um homem-assistência bebesse comigo até cair na balada.
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Por fim, você me vem com a ilusória afirmação: "mas eu consigo ser os três, tudo dependendo do momento e da situação". A essa ilusão, eu respondo: quem serve a dois senhores, não serve bem a nenhum. Então, trate de identificar que tipo de homem é você e estimule o maior número possível de mulheres a adotarem a Teoria dos Três Maridos. Assim, os que querem dar e receber assistência, terão sua oportunidade; os que querem somente se divertir, somente se divertirão sem necessidade de se preocupar com o dia seguinte; e os que querem competir, competirão. E as mulheres ficarão plenamente saciadas, óbvio. É a política do ganha-ganha: ganho eu, ganha você.
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E aos engraçadinhos que pensarem em propor uma Teoria das Três Esposas, eu sugiro: se mudem para a Índia ou virem mórmons.